Nota de decisão

Retomada do empreendimento

Todos os números desta página saem das premissas do quadro editável. Mude qualquer premissa e a página inteira se refaz na hora. Não há número escrito à mão.

1. Onde estamos

A obra está parada a quatro anos do fim.

da obra concluída
meses parada, desde 2022
é o que falta para terminar
unidades ainda disponíveis, de 37

A obra começou em 2018 e recebeu até parar. Esse dinheiro não volta e não entra em nenhuma conta desta página. O que decide daqui para frente é só o que falta gastar e o que entra depois.

Premissas

Mude qualquer número. A página recalcula.

Os campos abaixo são os únicos dados de entrada. Se alguma premissa parecer otimista, é para trocar aqui e ver o que acontece com a conclusão.

Sobre o rendimento: ao mês é a Selic nominal de referência, aplicada como juros compostos sobre o aluguel mês a mês. A conta é nominal: não desconta inflação nem imposto sobre o rendimento. Descontando os dois, o ganho real seria menor, e a perda de ficar parado também. A premissa está aqui para ser trocada no campo acima.

2. O relógio

A cada meses parado, é como se uma unidade tivesse sido perdida.

de aluguel não recebido a cada mês parado

Nada aqui é projeção de valorização. É só o aluguel que o prédio pronto pagaria e que, parado, ninguém recebe, aplicado a ao mês. Sem contar rendimento nenhum, o mesmo relógio marcaria meses.

3. O que já se perdeu esperando

O que se perdeu parado já teria terminado a obra, e ainda sobraria.

O aluguel que não entrou também não foi aplicado. A soma simples subestima a perda: o dinheiro que deixou de chegar deixou junto de render.

Soma simplesde aluguel que não entrou em meses parados
Mais o rendimentoque esse dinheiro teria dado a ao mês, aplicado mês a mês
Perda realé o que a obra parada custou até aqui

A espera já custou a mais do que custaria terminar a obra inteira, que são . Contando o rendimento, o aluguel não recebido passou o custo de terminar por volta do mês de obra parada, e não no mês da conta sem juros. De lá para cá, cada mês é perda sem contrapartida.

Aluguel não recebido, acumulado mês a mês, contra o custo de terminar a obra. A linha cheia aplica o dinheiro a ao mês. A pontilhada é a mesma perda sem rendimento nenhum, que para em .

4. A proposta

Vender unidades com desconto para terminar as outras .

LoteUnidadesPreço por unidadeArrecada
Lote 1
Lote 2
Necessário para terminar
Folga
Total arrecadado

O preço médio das unidades é , um desconto de sobre o valor de mercado de . O desconto é pago uma única vez, nessas unidades.

Obra parada há quatro anos não vale o preço de mercado: nenhuma unidade vale, porque a preço cheio não existe comprador para prédio inacabado. O desconto não é abrir mão de valor que existe hoje. É o preço de transformar unidade parada em unidade pronta.

5. O que sobra depois

O desconto é pago em unidades. A valorização é capturada em .

unidades restantes a preço de mercado, já prontas
por ano de aluguel, com o prédio pronto

Terminar a obra tira as unidades restantes do preço de obra parada e as leva ao preço de unidade pronta. É a mesma unidade, com outro preço, porque mudou o que ela é.

Esperar não faz o preço subir. Faz cair. Prédio parado há cinco anos vale menos do que parado há quatro, e o desconto necessário para vender cresce junto com o tempo.

6. A obra funcionando

Com o prédio alugado, o aluguel deixa de ser conta de perda e vira patrimônio.

A mesma regra dos dois lados: o aluguel entra todo mês e é aplicado a ao mês. A contagem começa no fim da obra, no mês .

anos funcionando meses de aluguel recebido e reinvestido
anos funcionando meses de aluguel recebido e reinvestido

Em anos, só de aluguel reinvestido, o prédio acumula . As unidades que restam valem a preço de mercado hoje. É praticamente o mesmo valor.

Não é retórica: são duas contas independentes que caem no mesmo lugar. Em anos, o aluguel do prédio pronto paga de novo tudo o que as unidades valem. É esse o tamanho do que fica em cima da mesa a cada ano parado.

Duas curvas a partir de hoje, ambas com o dinheiro aplicado a ao mês. Em vermelho, o que se perde continuando parado. Em verde, o que se acumula retomando agora, começando a receber no mês . A distância entre as duas é o preço dos meses de obra, e ela não diminui: é a razão de começar hoje e não depois.

Rendimento nominal, sem desconto de inflação nem de imposto sobre o ganho. Vale para as duas curvas igualmente, então a comparação entre elas não muda.

7. As duas linhas do tempo

A escolha não é vender barato ou caro. É começar a receber no mês ou no mês .

Mesma obra, mesmo prazo de meses. A única diferença é quando começa. No mês , a linha de cima já recebeu de aluguel. A de baixo, nada.
DecisãoObra pronta emAluguel recebido e aplicado até o mês
Decidir agora
Adiar meses

Adiar meses custa : a perda acumulada sai de hoje para no mês de obra parada, já contando o rendimento que esse dinheiro teria dado. É o equivalente a unidades do lote mais barato, mais do que o desconto que se discute dar, e sem nada em troca.

Sem contar rendimento nenhum, esse mesmo adiamento custaria . A diferença entre os dois números é só o dinheiro que não entrou e por isso não rendeu.

Terminar a obra é a única decisão que transforma tempo em receita. Qualquer outra transforma tempo em perda.